Com experiência no licenciamento da Ativas Data Center, em Belo Horizonte, Clam destaca os
desafios ambientais da nova infraestrutura digital.

A expansão da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais amplia a demanda por data centers no Brasil. Embora sejam símbolos da economia digital, essas instalações dependem de infraestrutura física complexa e trazem desafios relacionados a energia, água, refrigeração, emissões, resíduos e ocupação territorial.
A infraestrutura digital também tem impactos ambientais
A avaliação ambiental de um data center deve considerar as características de cada projeto: localização, porte,
tecnologias de resfriamento, disponibilidade hídrica, sistemas de energia de emergência e intervenções necessárias à implantação. A exigência e a modalidade de licenciamento variam conforme as normas e o enquadramento definidos pelos órgãos competentes.
Além das autorizações ambientais eventualmente aplicáveis ao próprio empreendimento, estruturas associadas — como subestações, linhas elétricas, captação de água e obras de acesso — podem demandar avaliações e
autorizações específicas. O planejamento antecipado ajuda a reduzir incertezas regulatórias e riscos ao cronograma de investimento.
Experiência da Clam no licenciamento da Ativas Data Center
A Clam Meio Ambiente participou diretamente desse mercado ao conduzir o licenciamento ambiental de empreendimento da Ativas Data Center, localizado no bairro Camargos, em Belo Horizonte (MG). O projeto foi
coordenado, à época, por Rodrigo Lisboa, atual diretor de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Clam.
“A experiência com a Ativas mostrou, na prática, que a infraestrutura digital também exige planejamento ambiental consistente. Coordenar aquele licenciamento nos permitiu compreender particularidades desse tipo de empreendimento. Hoje, essa vivência se soma à capacidade técnica multidisciplinar da Clam para apoiar novos projetos do setor.” — Rodrigo Lisboa, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da
Clam.
Sustentabilidade como fator de competitividade
Para os novos projetos, a discussão ambiental não se limita à obtenção de licenças. A origem da energia consumida, a eficiência do resfriamento, o uso racional da água, a gestão de equipamentos e resíduos e a relação com o território influenciam a sustentabilidade da operação ao longo de sua vida útil.
“O Brasil reúne condições importantes para atrair investimentos em data centers, mas o crescimento precisa vir acompanhado de responsabilidade ambiental. O desafio é conciliar expansão da infraestrutura digital,
segurança energética, gestão eficiente da água e diálogo com as comunidades. A sustentabilidade deve ser considerada desde a escolha da localização, e não apenas depois da implantação.” — José Cláudio, diretor de Relacionamento Institucional da Clam.
Da viabilidade à operação
A atuação de consultorias especializadas pode começar na seleção da área, com análise de restrições locacionais e riscos regulatórios, e avançar para estudos ambientais, autorizações, acompanhamento da implantação,
monitoramentos e gestão de condicionantes. Cada pacote de serviços deve ser dimensionado de acordo com as
exigências efetivamente aplicáveis ao projeto.
Com a experiência acumulada no licenciamento da Ativas Data Center e sua atuação em diferentes segmentos de
infraestrutura, a Clam busca contribuir para que novos investimentos digitais sejam implantados com previsibilidade, conformidade ambiental e atenção aos impactos de longo prazo.